Seja bem-vindo quem se vier por bem
Tão remodelável que ele é
Já ninguém tinha dúvidas de que tínhamos um nabo como Ministro da Administração Interna. Depois da alarvidade que disse, veio desmentir-se com mais uma barbaridade.
Que Figueiredo Lopes era um ministro a prazo, já se sabia. É pena é que o Primeiro Ministro ainda não tenha percebido que só mantem um ministro-nabo, um primeiro ministro-banana.
Olhe-se para os últimos chefes de governo que tivemos: Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres... Durão Barroso. A curva descendente é impressionante! Talvez não tenhamos mais do que merecemos.
Por que será que há tantas palavras com diferentes maneiras de escrever e de dizer? Oiro, ouro; Coiro, couro; Toiro, touro; Loiro, louro, Loiça, louça; Moiro, mouro?... Não quero estar aqui a lavar loiça suja, mas chego à conclusão que não teríamos tanto interesse em lançar cruzadas contra os Moiros, se não estivéssemos tão interessados no Oiro deles. Talvez seja apenas uma questão semântica.
Já descobri a fórmula frásica que define o meu sentimento de religiosidade (ou a falta dele):
Não tenho problemas nenhuns em acreditar em Jesus Cristo.
Eu só não acredito é no pai dele...
Por falar em pai. O anúncio do pai já está a passar. Devo ser a única pessoa que ainda não o viu.
Até à próxima...
Viva Portugal!
Felizmente vivo num país que os tem no sítio. Uma nação onde a coragem e a perseverança são os valores que mais imperam! Onde o Primeiro Ministro faz juz ao nome de Durão!
Hoje vim a saber que o nosso Primeiro acha que os espanhóis são uns cagarolas, que decidiram tentar comprar a segurança, cedendo à Al Qaeda. E mesmo assim não conseguiram nada! Bem feita! A covardia não compensa! Venham mais bombas!
Ao mesmo tempo, ouço o Figueiredo Lopes, sempre igual a si mesmo, dizer que concorda a 100 % com o seu chefe. Disso, eu já estava à espera. Do que não esperava era de vê-lo assumir que, estando a GNR no Iraque a cumprir uma missão num quadro de estabilidade... Se deixar de haver estabilidade... Não se manda o exército. Não! Se deixar de ser seguro, saímos e acabou! Mas então, temos ou não, os ditos no sítio!?
Concorde-se ou não com o Governo (e eu não concordo, não sei se repararam) o mínimo que se espera deste é que seja coerente. Mas isso devo ser eu o único a pensar assim.
Não tem nada a ver, mas acho que a gravata rosa choque de Durão Barroso é já sintomática da profunda influência que o PP exerce sobre o executivo.
Estou à beira dos 500 leitores! F***-**! 500!
(Bem, não são propriamente 500 leitores, antes 500 visitas, muitas das quais minhas - quatrocentas e tal) Mas mesmo assim...
holocausto de mosquitos
Estou a escrever o texto de uma peça de teatro (para já não posso entrar em pormenores) e, uma vez que os prazos estão a apertar, tive necessidade de me isolar do resto do mundo e sair do país para me concentrar devidamente.
Precisava de ir para outra terra, onde eu fosse encarado como um turista, onde ninguém compreendesse a minha língua, onde os costumes fossem diferentes, onde o sol brilhasse e ninguém me conhecesse. Após consultar o Atlas de ponta a eito, decidi pela hipótese mais prática: peguei nas traquitanas da família e fui para o Algarve.
É uma coisa notável, preparar as malas para uma viagem (ainda que esta seja breve) quando se é pai de família. As minhas coisas e as da Susana cabiam numa malinha de mão. As coisas da Maria fizeram o Renault Megane (sim, é uma carrinha) parecer um Mini Morris: Cadeira para viajar; Carrinho de passeio; Cama portátil; Fraldas; Várias mudas de roupa; Biberons e parafernália associada; Fervedor de água; Brinquedos; Aparelho de comunicação rádio; Cremes, pomadas e medicamentos; Papas, sopas, comida, leite...
É um mundo. Eu e a minha mulher demos por nós a fazer um cálculo: Enquanto que nós precisamos de cerca de metade do nosso peso (se tanto) em bagagem para viajar; a Maria precisa de 10 a 15 vezes o seu peso em tralhas e tralhinhas para o mesmo efeito.
"É mesmo preciso levar isso?" "É, claro, porque depois pode acontecer que..." "E isso, caramba? É mesmo preciso?" "Está-se mesmo a ver que sim, eu explico..."
Após uma longa discussão (Por mim, bastava a escova de dentes) está-se mesmo a ver quem é que levou a melhor. Não, não foi a Susana. Foi a Maria.
Ironia das ironias! Chegámos ao
Sunny Algarve, e começou a chover! E ainda está... E dura e dura e dura... Já estou como os autóctones, sempre a dizer: "
Oh, Fuck!"
Pelo menos, não tenho factores de distracção e tenho mesmo que trabalhar.
P.S. Devem estar a pensar o porquê do título que dei a este texto. Holocausto de Mosquitos foi a expressão que me ocorreu ao olhar para o pára choques e pára brisas do carro, à chegada ao Algarve.
Toda a gente Goucha de mim.
Já está! Já sei que ninguém viu (obrigadinho) mas só vos digo: perderam um grande momento de televisão. Posso garantir-vos: só disse cocó.
Independentemente da qualidade da performance e dos textos (sempre susceptíveis de serem melhorados) a verdade é que quem viu, não vai esquecer tão cedo o momento em que eu disse: "Sobre cocó posso falar... Eu hoje já fiz cocó. E vocês?" O Goucha, destemido e humorado, ergueu o braço em resposta, para logo a seguir apelidar o que eu estava a dizer como "conversa de merda" (sic). Foi genial! Hoje em dia, é banal falar do Bibi, de pornografia, Guerra, Sexo, etc.. É igualmente aceitável ouvir uns palavrões valentes. E acho muito bem! Mas um tipo ir à tv falar sobre "cocó"... É o fim do mundo em cuecas! Sentia-se a tensão no ar.
Depois, a entrevista serviu para explicar a provocação e o carácter político e inquietante do espectáculo Cromo Sapiens.
Concluindo: no fim, toda a gente estava satisfeita e é bem possível que lá volte.
A única coisa que não correu bem foi a divulgação do blog. Apesar do meu pedido (e de eles terem concordado), alguém se esqueceu de pôr a morada do blog no rodapé. Mas tudo tem um lado positivo, caro leitor! Nesta fase, você é dos poucos privilegiados que têm conhecimento de Cromo Sapiens (o blog) e portanto faz parte de um grupo de amigos restrito e selecto. Parabéns!
Quem não viu o Olá, Portugal, vai ter que esperar... Sim, porque quando o meu site estiver em pleno funcionamento, já será possível ver e ouvir este momento tão estranho, divertido e inquietante.
(Desculpem os auto-elogios, mas hoje não me cabe uma ervilha no cu!)
Olé, Portugal!
Já repararam no novo anúncio da Nike? Até está engraçado, mas eu não gosto dele por duas razões:
1. A expressão "Olé" que os jogadores portugueses não se cansam de repetir aos seus congéneres brasileiros, não é lá muito portuguesa. Em boa verdade, até nos remete para o universo torero de nuestros hermanos, não acham? Ora, como de certeza que o anúncio vai passar noutros países, estamos a alimentar a confusão (já instalada) entre portugueses e espanhóis. Aqui há uns tempos, foi a foto do Camacho que puseram na capa de uma revista promocional do Euro. Depois admiram-se que toda a gente ache que nós somos uma província espanhola. E essa desinformação é ofensiva e chata, até, porque os espanhóis têm todo o direito de se sentirem ofendidos.
2. No anúncio, além de os portugueses se fartarem de dar cacetadas nos canarinhos, o próprio árbitro interfere e, em vez de expulsar o João Pinto, toma o nosso partido, fazendo um carrinho de pés juntos ao Ronaldinho. Por mim, tudo bem, é uma metáfora do que vai acontecer no Euro. Se não forem os árbitros amigos, nem às meias finais chegamos...
PS. Sabem por que é que o Deco, apesar de ser um portuguêiss dji gêmá, não aparece? Pois é, não sabia se havia de dizer "Olé" ou "Oi"...
Este texto (fraquito, diga-se, não acho a bola um grande tema humorístico) é só para camuflar o meu nervosismo. É que são quase três da manhã e daqui a umas horas vou estar no "Olá Portugal" (sem saber muito bem o que é que vou fazer). Desta vez vou tentar ser mais espontâneo, soltar-me mais do texto e seguir apenas uma linha de raciocínio, estruturada em tópicos. A ver se resulta.
Mas tenho medo que a apresentação fique um bocadinho... Cocó.
Para os interessados, a minha participação está prevista para as 10.45 - 11.00.
Wish me luck!
Já vos aconteceu...
Contarem uma anedota até ao fim e, só então, ouvirem a outra pessoa dizer que já a conhecia? Ou pior, dizerem-vos: "Essa fui eu que ta contei!" e vocês terem a certeza de que isso não é verdade? Não? Então, bem vindos aos 0,0000000001% da humanidade que têm tanta sorte que são capazes de ganhar ao totoloto mesmo sem terem jogado.
Foi essa frustração que eu senti, ontem, a ver o Levanta-te e Ri.
Como amanhã vou ao programa do Goucha, comecei desde logo a pensar num texto que a) fosse actual; b) chegasse rapidamente ao público; e c) não me fizesse falta para o espectáculo (Sim, porque não acho nada simpático para o público que pagou bilhete ter que assistir, ao vivo, a piadas e situações que já presenciou na televisão). Vai daí, comecei a cozinhar um texto sobre a Páscoa. Sobre o significado da Páscoa, sobre as confusões associadas aos coelhos e aos ovos da Páscoa - que nada têm a ver com o espírito da coisa, e sobre o filme a Paixão de Cristo, pegando na polémica da violência. Já tinha as ideias alinhavadas quando...
Vejo um tipo na televisão a fazer um número centrado nessas mesmas ideias. E até fez bem!
Não é que fosse ficar igual, a abordagem dele era diferente. Mas fiquei a sentir-me com azia. Não podia usar aquele material. E ponto!
Nestas coisas do humor, é sabido, ninguém inventou a pólvora. E o truque é reinventar, arranjar formas diferentes de tratar os mesmos temas de sempre. É aí que um tipo pode ser original. Mas, por muitas voltas que dê à cabeça, não me sinto em condições de pegar no tema Páscoa. Mais uma dor de cabeça...
Uma mente sã num corpo de Sansão
Este processo de contagem decrescente para a estreia está a correr muito bem. Na quarta feira, deverei ir ao Olá, Portugal, dar um arzinho da minha graça e promover durante uns três minutinhos o meu espectáculo na TVI. Só tenho uma pequena dúvida: que tema é que eu levo lá? Metade dos meus textos têm conteúdo político e a outra metade são temas "adultos". E isto só é grave porque, se é para promover o espectáculo, é suposto fazer rir a plateia. Mas, para isso, é preciso estarmos no mesmo comprimento de onda. Não sei como é que vou descalçar esta bota e é já depois de amanhã.
Ontem estive até às seis da manhã a trabalhar nos conteúdos para o meu site. Vai ficar uma coisa bastante auto-centrada e narcisista, mas com algum humor e auto-crítica à mistura (vamos ver se é um cocktail eficaz).
Aconteceu-me uma coisa, anteontem, que eu nunca saberei explicar. Escrevia os textos para aqui para o blog... E eles não apareciam publicados! O blog bloqueava! Felizmente para mim, foi sol de pouca dura e, infelizmente para vocês, já estou outra vez a conseguir editar. Venci as forças do blogueio.
400 visitas! Que tal? Âhn? Que tal? Sou ou não sou muita bom?
É verdade, 400 visitas é coisa digna de destaque. Vocês já estão a pensar "Das duas uma: ou ele teve mesmo muita gente a visitar o blog, ou foi ele que andou a clicar desesperadamente naquilo, para aumentar artificialmente o nº de visitantes"
(Há gente muito mal formada... E invejosa...) Claro que fui eu que andei a clicar desesperadamente para aumentar o nº de visitas! Mas isso não me retira o mérito e a iniciativa. E agora não há nada que possa apagar os números... A estatística está do meu lado! AhAhAh! Ninguém me pára! O céu é o limite!
Páscoa Feliz
Eis-nos entrados na quadra com maior e mais profundo significado religioso para os portugueses.
Se fôssemos um povo laico, limitavamos-nos a pensar na Páscoa como um fim de semana prolongado (quase umas férias antecipadas) óptimo para ir à terra, visitar a família e, com sorte, morrer num desastre de automóvel. Mas não, nada disso. Todos os portugueses sabem que a Páscoa é muito mais que isso. Nesta quadra celebra-se o milagre pascal, no qual Cristo pôs os ovos.
Site do pêlo!
Eis-nos, a mim e ao meu primo Tiago Cascais (primo pelo lado da minha mulher, que é da linha) às três e meia da manhã, a olhar para os monitores dos nossos portáteis!
"A fazer o quê?" Perguntam vocês. "A preparar o meu site oficial" respondo eu!
Confesso que ainda não percebi bem como é que é possível ele estar a dar tanto tempo e entrega à feitura do meu site e do cartaz. Ele deve ser a única pessoa que acredita mesmo neste projecto. Mas olha, aproveito, claro!
Só vos digo: O Site está a ficar do baril!... E já não falta muito para estar on line.