Seja bem-vindo quem se vier por bem
Por este andar...
Ainda me convenço!
Anda um homem a tentar o seu pior para fazer o seu pior... E dá nisto!
Cromo Sapiens (desculpem-me a imodéstia) está um espectáculo do caraças!
Cada dia é mais rico e interessante que a véspera. Quanto ao público, continua a haver bastante (Quase tanto como nos primeiros dias! E quase sem convites!). E é cada vez mais exigente, o que é óptimo!
Desde ontem que a Susana iniciou uma experiência nova e, durante o intervalo, circula pelas mesas e faz um inquérito informal para perceber o que é que levou as pessoas ao teatro. Muita gente ficou apaixonada pelo cartaz. Muita gente gostou do que viu na televisão. Bastante gente veio por causa do blog e do site.
E MUITA GENTE... decidiu vir por ter ouvido dizer bem. Porque o amigo, o conhecido, o colega (já viram) e disseram que valia mesmo a pena. Isto significa que...
O BOCA-A-BOCA está a funcionar!
O espectáculo está mesmo a caminhar no bom sentido (e eu ando um cagão armado em artolas - não me cabe uma ervilhita)
Dito isto, relembro vossas incelências de três pequenitas e singelas informações:
1. Além de amanhã, já só há mais duas semanas de espectáculo (sete sessões no total)
2. Se queremos mesmo ter mais público que o Euro e o Rock in Rio, temos todos que ir! Não deixar para a última!
3. Se calhar, não consegui fazer o pior espectáculo do mundo.
(Schhh! Não digam a ninguém)
Coisas Simples
O Medo é a maior limitação do ser humano. O medo leva-nos ao desespero e à fuga para a frente. Tira-nos o discernimento e incita-nos à violência. À violência cega. O Medo faz-nos ver inimigos em toda a parte. Faz-nos ter medo do escuro. Medo de nós próprios, da nossa sombra e da nossa imagem ao espelho. Usar o medo de forma instrumental é a maior pulhice dos nossos líderes. É desonesto e é perigoso.
Um muçulmano é um muçulmano. Tão simples como isso. Também tem inseguranças. Acredita nas coisas boas da vida e quer, por isso, vivê-la em sossego e dignidade. Se pensarmos que os muçulmanos são parecidos connosco, até mete medo. Andamos a matar os nossos irmãos. E eles não são melhores que nós. Fazem o mesmo. E matam-nos a nós com os meios que têm ao alcance. Pode ser uma bomba, pode ser um avião. Pode ser o que for. E não hesitam em matar-se se necessário. É a maneira desesperada que encontraram para lidar com o medo. Sim. Eles também têm medo. E também são manipulados.
Estamos em vias de abrir as portas ao mundo. Vamos ser anfitriões de grandes acontecimentos: desportivos e musicais. Devíamos ter orgulho. Mas não. Temos medo. Como é que se vibra com o desporto, como é que nos elevamos com a música, se estamos com medo? Mesmo que corra tudo bem, nada vai fazer desaparecer a sombra que já paira sobre as nossas cabeças e os nossos corações. Vivemos no medo. Ele foi importado pelos nossos líderes. Os nossos líderes abriram a porta ao medo. E fizeram-no de forma consciente, com um sorriso nos lábios. Não os perdoo por isso. São os porta-estandartes do medo, da crise, da guerra.
Um tirano não se sente tirano. Nunca. Há sempre uma justificação, uma desculpa, uma causa superior. Um tirano vive do medo. Mas os tiranos (todos eles, democratas ou autocratas) sofrem do mal que espalham. É irónico, mas é mesmo assim. Alguém tem dúvidas que os monstros que nos atiraram para a guerra cega (e covarde) Bush, Blair, Barroso, Portas... alguém tem dúvidas que eles têm medo? Claro que têm. Têm medo de apagar a luz e perceber que isto foi tudo um erro. Um erro trágico. Ou pior, têm medo que nós percebamos que andam há muito a gozar connosco. Explorando o nosso medo... E enriquecendo.
É engraçado que tenham medo. Mas é justo. É o mínimo que se espera deles. E é uma forma de pagarem pelo que nos fazem. Se eu me chamasse Durão Barroso, teria medo de ficar sozinho. É que se eu fosse Durão e estivesse sozinho, e me tivesse a mim próprio como única companhia, não confiava no mentiroso que estava ao meu lado. Teria medo.
Cromo-notícias
AGENDA DE HOJE (6ª): Entrevista no programa CARAS NOTÍCIAS (Sic Notícias) às 15:00 e repete às 20:00 (correu bem, acho que vale a pena dar uma olhadela).
SOLDES! REBAJAS! SALES! REBAIXAS! SALDOS!
Informações úteis: (do Miguel - produtor)
Cromo Sapiens aderiu a uma campanha de
descontos de teatro. Isto significa que
toda a gente que for ver os espectáculos até
dia 15 (inclusive) tem direito a
30% de desconto.
Quem tem
convite e não usou, também pode beneficiar de
30% de desconto. Basta apresentar o convite (ao comprar o bilhete). Isto vale até ao fim do espectáculo.
ESTA É PARA SI!
Um simpaticíssimo leitor do blog contactou-me através do mail www.cromoerectus@hotmail.com.
Nesse contacto, explicou que andava curto de massas, mas que gostaria muito de ver.
Chegámos a um acordo porreiro para ambos:
Ofereci-lhe um convite, mas na condição de o/a acompanhante pagar um bilhete. É equilibrado, certo?
Decidi que
ninguém vai deixar de ir ver o Cromo por falta de dinheiro. Assim,
se quiserem fazer o mesmo, contactem-me para o mail. Seja com acompanhante, seja com um grupo organizado de amigos, dá sempre para encontrar soluções.
Não fica ninguém à porta! O teatro, quando nasce, é para todos!
Abraços, beijinhos e etceteras.
Bom espectáculo, os tomates!
(Quem já viu o Cromo Sapiens percebe esta. Quem não viu... Tem que ver.)
O Cromo continua a ser uma caixinha de surpresas. É mesmo verdade que não há dois espectáculos iguais. Hoje (ontem), passei o dia todo com uma estranha sensação de desconforto: o período de validade dos convites já se tinha esgotado com a primeira semana e agora ia começar a ser "a doer".
Vai haver público? E quanto? E de que género?
As respostas a estas perguntas só as ia ter na hora. E tive. E foram todas positivas. Tive público. Tive bastante público(sala quase cheia). E tive bom público (generoso, mas exigente).
Nos últimos tempos, ninguém sabe explicar porquê,
tem havido um decréscimo brutal no nº de espectadores de teatro em Lisboa. Não vou desfiar aqui a ladainha típica de que os portugueses não vão ao teatro e de que deviam ir, etc.. É óbvio que sim e é óbvio que Portugal é um país pouco dado ao teatro. O que eu estou a dizer é que desde finais de Abril, houve uma descida estranha e inexplicável no nº habitual de espectadores nas várias salas em Lisboa. Bem ouço os meus colegas queixarem-se. Será do Euro? Será dos festivais? Será medo de atentados? Não se sabe. Ninguém sabe.
Mas felizmente, até hoje,
o Cromo Sapiens tem sido uma das excepções que confirmam a regra.
Vamos lá ver se continua assim, com boas casas.
Não há dois espectáculos iguais. E o de hoje foi, como não podia deixar de ser, único: Além das coisas que já disse, tive lá uma equipa de televisão a captar o espectáculo (alunos da Escola Superior de Comunicação Social a prepararem um trabalho - que deverá vir a ser exibido na "2"). Por outro lado, e sendo o primeiro espectáculo da semana, eu temia ter perdido o "embalo" que já levava dos primeiros dias (já tinham passado 4 dias desde sábado) e a ideia de estar com menos ritmo assustava-me.
Vá lá, que não houve crise.
Mas hoje (ontem) tive uma sensação estranhíssima. Estava em cena, a comentar uma notícia do jornal do dia e...
Levei com um tomate. Mas levei mesmo! Normalmente, as pessoas atiram-nos no fim de uma piada que não resulta, ou como forma de aumentar a cumplicidade entre os dois lados do palco. Mas este tomate (
tomatão) foi atirado a meio da piada (que nem era ofensiva) e quando a sala estava às escuras!
Acertou-me em cheio no queixo e no peito (fez um "baque" do caraças) e esmigalhou-se todo na minha camisa. Foi violento p´ra caraças! (E foi arremessado lá de trás, da última fila, imaginem a velocidade).
Aquando do impacto, fez-se um silêncio de estupefacção na sala.
Eu lá prossegui, disfarçando o atordoamento (real, físico) que senti - por levar com um tão brutal tomate telecomandado!
Momentos únicos que só quem vai ver Cromo Sapiens tem o prazer de assistir.
Agora quem ainda não viu,
pensa: "Que história é esta dos tomates? Será verdade? E de onde é que aparecem os tomates? Será que ele está a falar a sério? Nãã... É treta... Deve ser tanga"...
(Eh eh eh eh... não digo. Têm que ir ver para tirar as teimas)
Balanço do espectáculo:
Muito positivo. Algumas falhas no ritmo e muitas questões para reflectir.
(Que é para o espectáculo poder piorar todos os dias...)
A 13 de Maio na Cova de Iria...
Como é que eu me fui esquecer?!
O espectáculo de hoje tem um atractivo especial!
Sendo treze de Maio, todas as pessoas que forem ver o Cromo (preferindo arder no inferno por faltarem à peregrinação, para estarem na plateia de Cromo Sapiens) vão poder presenciar... Um milagre!
Leram bem: UM MILAGRE!
UM MILAGRE!
Não. Se calhar estou a exagerar ligeiríssimamente. Na verdade, não vou fazer nenhum milagre. Mas vou fazer um texto especial sobre Fátima, a Santa da Ladeira e os Pastorinhos... Ou não! (sempre são quase cinco da manhã e ainda não me ocorreu nada)
Talvez haja um milagre...
Seja como for, garanto-vos que hoje vai ficar definitivamente resolvida a questão mais profunda e existencial que perturba o ser humano: "O Benfica tem hipóteses de ganhar a Taça?" (Não, não era esta)
A questão existencial é:
DEUS EXISTE? Só poderá ter a resposta... Já sabe: indo!
Até logo (Se Deus quiser)
O meu lado intelectual.
Quantos ouvintes tem a Antena 2?
É uma pergunta gira. Pense nisso. Objectivamente. Vale a pena arriscar um número, só pelo exercício teórico, não acha? Quantos? 1000? 2000? 5000? 100.000? 200? 50? 2?
Não sei. E acho que ninguém sabe. Mas não serão muitos. Uma vez conheci um tipo que era fã da Antena 2. Não ouvia outra coisa. E não, não trabalhava lá. Ele era aquilo a que se pode chamar um ouvinte fiel. Mas a verdade é que, independentemente das audiências (e felizmente eles estão-se borrifando para isso no caso da Antena 2) estamos a falar de uma rádio personalizada, de qualidade e coerente na sua programação. São poucas as que se podem gabar disso.
Esta conversa toda serve apenas para vos abrir o apetite para o que vou dizer a seguir:
Hoje vai passar a entrevista que eu dei à Ana Paula Ferreira. É às 17.30... Exacto:
na Antena 2.
Agora o desafio galvanizador:
A minha ideia era tentarmos
duplicar o número de ouvintes da estação àquela hora. Se o número normal de ouvintes for, efectivamente, reduzido... nem é difícil! Para duplicar o
share da antena 2 serão precisas quantas... 20 pessoas? 30?
Caro leitor: Não perca esta oportunidade de fazer toda uma equipa de rádio sorrir e sentir-se campeã de audiências. E Deus sabe que esse sentimento é raro no caso desta rádio... Que até merecia ser acarinhada, pela qualidade.
Fica o desafio: hoje, quinta, 17.30; 94.4 (acho eu)
A culpa nunca é do público, malta!
Recebi fantásticos comentários e
emails de solidariedade, a seguir ao último
post, relativo à minha participação no "A Vida é Bela".
Mas fiquei com a impressão de que, por falha minha, devo ter passado a ideia errada.
Primeiro: A culpa nunca é do público (nem pode ser, mesmo que o público seja pago)
Quem estava deslocado ali era eu. Optei (e foi isso que tentei explicar nos
posts anteriores) por remar contra a maré e usar um tema delicado, político e de difícil "digestão". Eu sabia bem os riscos que estava a correr. Tal como sabia que aquele resultado era previsível.
Mas, se optei por correr riscos, foi por ter a percepção de que o meu público (o verdadeiro público) era o que estava em casa a ver a televisão (independentemente de serem velhinhas, donas de casa, ou intelectuais e malta que lê blogs).
Segundo: A eficácia cómica do que eu estava a dizer era relativamente baixa (e sê-lo-ia sempre, mesmo para um público aquecido e predisposto). A verdade é que ninguém gosta de se sentir gozado. E aquilo que eu lá fui dizer foi que os nossos governantes gozam connosco. E que o fazem conscientemente. Mais: Fazem-no porque nós somos "cromos" e deixamos que eles façam de nós gato-sapato (pelo menos, somos nós que os elegemos). Um soco no estômago pode fazer pensar no médio prazo, mas a primeira impressão com que se fica é a de que nos doi o abdomen.
Terceiro: Quando se adopta uma postura de provocação, dificilmente se arranca gargalhadas. Mas também não era isso que pretendia. O meu objectivo era fazer sorrir. Fazer as pessoas questionarem-se, porem as coisas em causa. E, por aí, acho que a coisa correu bem.
Quarto: Independentemente de tudo o resto, eu não estive bem no excerto. A entrevista correu bem. Surpreendi e marquei pontos com o discurso do "pior espectáculo do mundo" (Que deixou aquela malta à nora. Afinal, ali, as pessoas adoptam sempre um discurso de auto-promoção, tipo "Sou o maior, tenho talento, trabalho muito"). Já o excerto foi fraquito. Senti falta do calor do público, é certo, mas isso não me pode servir de desculpa. Até pelo que já disse: o meu público verdadeiro, esse, estava em casa.
Para concluir,
Esta questão existencial vai-se repetir sempre que for promover o espectáculo onde quer que seja. "Adapto-me ou não? Cedo, ou recuso compromissos? Quero risos, ou quero provocação?"
E ainda bem que estas questões se vão manter. No dia em que eu tenha a certeza de que o melhor é ir sempre atrás daquilo que o público quer (ou pelo menos, aquilo que se acha que ele quer) já não estou aqui a fazer nada! O problema eficácia/popularidade é um bom dilema, daqueles que só se colocam a quem se dá ao trabalho de procurar que o seu percurso faça algum sentido. Sinceramente, não me queixo.
Abraços e Obrigado a todos!
Parabéns!
Você é o leitor nº 2000!
Falhei? Pois é. Eu sei que só vou acertar na mouche com uma única pessoa.
As outras, vão-se ficar pela aproximação.
Tough Crowd
Não é fácil lidar com um público desconhecido. E o público de televisão é, por excelência, imprevisível. Tendencialmente, não estão lá para interagir, mas simplesmente para aparecer (e receber o
cachet).
Nestas circunstâncias, sempre que vou a um programa novo, seja para ser entrevistado, ou pela promoção do espectáculo (ou ambas) debato-me com uma dúvida estrutural: devo adaptar-me ao público (antecipando o que ele quer e "cedendo" à piada mais fácil); ou espero que ele tenha a capacidade de adaptação e assumo uma postura sem compromissos?
É uma pergunta de resposta difícil. Por um lado, só é possível ser eficaz (e comunicar) se tivermos o cuidado de estabelecer pontes. Mas também é verdade que devemos ser fieis ao nosso registo, ao nosso género de humor e
acreditar, ainda que contra ventos e marés.
Como disse noutros
posts, ontem não levava um texto escrito, mas apenas uma sequência mental de tópicos. Aliás, não era uma, mas duas:
1.
A pilinha , que seria sobre a forma como os portugueses se insultam, e a ideia de que os piores insultos são, na verdade, carinhosos, como "Vai fazer amor" ou "Vai para o pipi da tua mãe"...
Nonsense sociológico, se assim se pode classificar...
ou
2. O
Paulo Portas, sobre as pequenas grandes incongruências e hipocrisias do nosso governo (e deste governante em particular) no que toca à condução : "Para vocês, povinho, multas mais pesadas. Para nós, governantes, impunidade total" Uma espécie de crónica política satírica e agressiva.
Dei a escolha ao público (assumo que, no fundo, esperava que eles escolhessem a pilinha). Simplesmente, eles foram para o Paulo Portas (mais por pudor com a pilinha do que por outra razão qualquer).
E lá fiz a rábula do Portas (não fiz nada à rábula dele, quem tem rábula tem medo). Em síntese de ideias: "O Governo tem sentido de humor, farta-se de gozar connosco... O Portas tem azar com os condutores... Excesso de velocidade dos governantes... O helicóptero das FA que serviu para dar boleia à malta do PP... E o carro oficial do Portas em contramão, à uma da manhã, a caminho de uma festa..."
O público... Népia. Risos ainda houve alguns, mas química, magia... Nada!
O que até era prevísivel, montei a armadilha a mim mesmo, por isso não me posso queixar.
Em
stand up há duas expressões:
kill e
die. É fácil adivinhar o que significam. "Matar" o público é deitar a casa abaixo. "Morrer" é levar com ela em cima.
Ontem, para aquela plateia, fiquei com a sensação clara de ter "morrido" em termos de eficácia humorística, mas fiquei igualmente com a reconfortante certeza de que tinha posto alguma daquela malta (e lá em casa também) com dúvidas sobre a idoneidade moral e cívica do nosso ministro da defesa (ou seja, tive alguma eficácia "política" ou "social").
No balanço, posso dizer que foi morrer por uma boa causa. Além do mais, sou fã do "água mole em pedra dura..." e tenho tempo... A gente chega lá...
Duas rapidinhas...
Informação nº 1
Vou estar hoje no "
A Vida é Bela!"
(Não, não é aquele filme italiano premiado que retrata o holocausto de forma divertida!)
Muito melhor! Muito mais profundo! Vou estar hoje no programa do Carlos Ribeiro! Não sei a hora exacta... Mas isso é o menos.
Nota 1: Vou apresentar um sketch (integralmente improvisado - só levo uma ideia na cabeça)... Sobre PALAVRÕES! (Já disse que eu quero ser processado?)
Nota 2: Vou dar bilhetes durante o programa. Depois, não digam que eu não sou amigo.
Informação nº 2
Actualizei (parcialmente o site). Se estiverem para aí virados, é dar um saltinho clicando
aqui
(As actualizações que fiz foram nos items: "Agenda" e "Blog, Links e Sugestões")
PS: Hoje vou ao "A Vida é Bela" e amanhã vou dar uma entrevista para a Antena 2. Tem tudo a ver, não é? Eu sei que concordam comigo.
Só mais umas coisinhas...
Anda tudo a diabolizar os soldados americanos que tiraram aquelas fotos, lá na cadeia no Iraque. E bem!
Mas não deixem que vos atirem areia para os olhos. Não estamos a falar apenas de meia dúzia de americanos ignorantes que não souberam gerir o poder absoluto que tinham nas mãos. A coisa é mais profunda.
Facto nº 1
Já morreram nas cadeias iraquianas 25 prisioneiros políticos - por efeito de tortura extrema, ou puro e simples homicídio, às mãos dos soldados/guardas das várias cadeias (prisões políticas) sob gestão norte americana (este número
25 é o número
oficial fornecido pelo próprio governo americano).
Facto nº 2
Na mais célebre (ou infame) das cadeias em causa - a tal das fotos- os guardas em causa eram soldados reservistas que, antes de irem servir para o Iraque, tomavam conta dos prisioneiros afegãos em Guantanamo.
Facto nº 3
Os relatos sobre abusos nas prisões iraquianas, feitos por organizações não governamentais como a Cruz Vermelha, já vêm de trás. Aliás, as primeiras denúncias têm meses. O Governo americano só reagiu, assumindo, e pedindo desculpas, quando as fotos vieram para os jornais e televisões.
Facto nº 4
Existem relatos semelhantes, também feitos pela Cruz Vermelha, sobre a Prisão de Guantanamo.
Facto nº 5
Os Estados Unidos rejeitam ratificar o Tratado Constitutivo do Tribunal Penal Internacional. Os EUA não aceitam que os seus soldados possam ser alvo de processos por violação dos direitos humanos, ou crimes de guerra no estrangeiro. A não assinatura é justificada da seguinte maneira: "Se o TPI funcionasse para os nossos soldados, seria impossível matermos as nossas missões por todo o mundo".
Facto nº 6
Alguns dos soldados fotografados enviaram correspondência para casa, nos EUA, dizendo-se arrependidos, mas afirmando, sem sombra para dúvidas, que estavam a cumprir
ordens directas dos seus superiores e da
CIA. A regra era "quebrarem os prisioneiros", "fazer a vida deles um inferno" para depois serem interrogados pelos serviços secretos.
Facto nº 7
Ao que tudo indica, Donald Rumsfeld deverá continuar no Governo, como Secretário da Defesa.
Para desanuviar um "cochinho"...
Acabo de ver na TV, Alberto João Jardim dizer que, se a União Europeia não servir os interesses da Madeira, a Madeira pode sair da união Europeia.
(O que é que se pode dizer?)
Dias Loureiro (um tipo que eu tomava por sério) afirmou anteontem que gostaria de ver Portugal transformar-se numa imensa Madeira. Mais. Afirmou que seria uma pena se Alberto João não viesse a aproveitar a sua larga experiência para ocupar cargos políticos de dimensão nacional.
(O que é que se pode dizer?)
Na minha opinião, a Madeira pode e deve sair da União Europeia. Se isso significa que o Alberto João se vai embora, aprovo! Aliás, o melhor mesmo é tratarmos já da independência da Madeira. Já era tempo da Madeira assumir que está muito mais próxima de outro continente: a tão democrática África subsaariana.
Com palhaços destes, eu vou acabar no desemprego.
Divulguem! Divulguem!
Pensem nisto. Todos vocês têm amigos. Bom, nem todos. Mas a maioria, sim.
E eu preciso de público. É que, por muito que tente, ainda não consegui ser processado. Por muito que me esforce (e tenho-me esforçado, acreditem) não estou a conseguir que o Cromo Sapiens seja o pior espectáculo do mundo. Muito pelo contrário, toda a gente que foi ver (menos o tipo de que falei no texto anterior a este) gostou do que viu. E muito! A malta farta-se de rir! Do princípio ao fim!
Até agora, só consegui desagradar a um bêbedo (provavelmente, com perturbações mentais)!
Isto não é bom sinal.
As pessoas vêm ter comigo e queixam-se que o espectáculo é muito bom, muito divertido, inteligente. Dizem que já fazia falta este tipo de humor... que eu vou muito bem! Olha, que porra!
No espectáculo de ontem, não houve uma única pessoa que me tivesse atirado tomates! Nem uma! Tive que ser eu, na segunda parte, a suplicar para levar com os tomates! As pessoas estão mesmo a gostar!
E o espectáculo tem vindo a melhorar de dia para dia! Cada vez está com mais ritmo, mais fluidez, mais piada, mais tudo! O que é que eu faço? Nem a falhar sou bom!?
Até no número de espectadores: tive os três primeiros dias a sala a abarrotar! O espaço tem uma lotação de 60 lugares, mas em três dias, tive lá mais de duzentas pessoas! (Guterristicamente falando: é fazer a conta)
Seja como for, a verdade é que a próxima semana é o início de uma nova fase. A partir de agora, os convites deixam de dar entrada gratuita (mas ainda dão direito a 30% de desconto, malta!..). Assim, vou ter a prova de fogo: com muito menos convites, vou continuar a fazer boas casas? Essa resposta depende de si, caro leitor.
E assim, voltamos ao início deste texto: você tem amigos, certo? Alguns?
Pelo menos, conhecidos, há-de ter. E ainda há a malta lá do trabalho e a família... Já para não falar no senhor do talho, nem na miúda gira que trabalha na loja de livros. Ou o psiquiatra.
Toda essa gente é fundamental!
Temos que conseguir cumprir o objectivo 2004 (ter mais espectadores no Cromo do que no Euro).
Recomende Cromo Sapiens! Faça passar a mensagem! Espalhe a boa nova! Convença toda a gente a ir!
Se for preciso, não hesite em mentir! Diga que o espectáculo é mesmo mau!