Seja bem-vindo quem se vier por bem
You win some...
You loose some.
A apresentação de ontem na faculdade correu mal. O excesso de alcool pode deixar uma plateia (ou parte dela) intratável, a ponto de eu ter tido que interromper o meu número.
Estamos sempre a aprender, não é? Mas olhem, resta-me a consolação de saber que estas coisas também acontecem aos melhores. O
Lenny Bruce e o
Bill Hicks passaram por piores situações: o primeiro foi detido pela polícia a meio de espectáculos (pelas coisas que estava a dizer); e o segundo também teve que interromper apresentações porque as suas palavras deram origem a motins e cenas de pancadaria entre o público.
Lá chegaremos...
Curto e grosso
Não, não estou a falar de nenhum aspecto da minha morfologia, mas deste texto.
Antes de mais, lembro toda a gente que
os espectáculos desta semana no Maus Hábitos foram adiados para data que anunciarei mais tarde (chegaram-em SMS de gente que ainda não sabia e é chato baterem com o nariz na porta).
Hoje (sexta feira) vou fazer uma apresentação (reduzida) do
Cromo Sapiens na Faculdade de Direito de Lisboa, por ocasião do Sarau da Tertúlia Libertas, estrutura a que me orgulho de pertencer. Os amigos são para as ocasiões. Pediram-me para ir, e eu, claro, exigi-lhes muito dinheiro em
cachet (estou a brincar). A entrada é livre, há mais atracções (teatro, poesia, música...) E as bebidas são bastante baratas. A porta da Faculdade abre às 22.30. Fica o convite.
Eu e a minha mulher fomos ver o
Fahrenheit 9/11. É um filme muito interessante e recomendo a toda a gente que não teve a oportunidade que vá mesmo ver. Trata-se de um documentário que exprime uma opinião parcial sobre George W. Bush (o que não é novidade) e deve ser visto com algum discernimento, porque o próprio autor está apostado em influenciar o sentido de voto de quem vê. Mas a esmagadora maioria da informação factual está correcta (perturbadoramente correcta) e, hoje em dia, ser cidadão do Mundo, exige consciencialização. Alguns poderão dizer que é uma peça de propaganda. É. Mas o "outro lado" está constantemente a bombardear-nos com a sua versão dos factos, logo... Ver é uma questão de sanidade e equilíbrio.
Também fomos ao teatro ("que serão preenchido!" dirão, mas a verdade é que, quando temos quem tome conta da miúda, há que aproveitar) ver
A Valsa de Baltimore e valeu bem a pena (tanto pelo texto, como pela encenação e interpretações). Está no Teatro da Comuna, na Praça de Espanha, e estes são os últimos dias. Ide, que não vos arrependereis.
Ultrapassei as
7000 visitas (ia escrever 7000 leitores, mas a minha sempre rigorosa audiência logo trataria de me rectificar e obrigar a uma explicação). Seja como for, é muito cromo da vossa parte. Obrigado.
Estou a preparar umas
novidadezinhas que, a seu tempo, anunciarei. Só digo isto para ir aguçando o vosso apetite.
I´m a cruel guy, but hey, it´s a cruel world...
Fuck You Very Much
E ainda diziam que os Monthy Python tinham acabado... Experimentem ouvir isto:
Fuck You
(Com um especial beijinho de agradecimento à Cláudia)
ÚLTIMA HORA
Os
espectáculos desta semana no Bar Maus Hábitos
foram adiados. Como é hábito (mau hábito) neste país, as obras nunca acabam nos prazos. E uma intervenção no espaço onde faço o espectáculo impede a apresentação nas datas previstas, pelo que os três espectáculos em falta serão apresentados numa data que anunciarei assim que tiver confirmação.
(Boas notícias, Purple?)
Entretanto, obtive a confirmação de que vou participar no próximo
Levanta-te e Ri, 2ª feira, dia 18, onde pretendo apresentar um texto bastante cáustico sobre o tema homossexualidade e homofobia. O espectáculo vai começar...
Há esperança para a Humanidade
Não estou a falar da provável beatificação dos pastorinhos. O que me leva a este texto é uma coisa muito mais trivial, mas também mais genuína.
Já aqui tive ocasião de falar nos pitorescos arrumadores da minha rua, mas eles não cessam de me surpreender. Todos eles são agarrados e, à primeira vista, têm um aspecto ameaçador. Mas as iludências aparudem. Hoje testemunhei uma acção que me comoveu, palavra de honra.
Os Ecopontos são uma invenção muito útil e politicamente correcta, a menos que, como é frequente, acabem neglicenciados. O da minha rua não é excepção. As pessoas vão amontoando os sacos, aquilo enche, depois aparecem mais sacos, depois um vizinho deixa lá móveis abandonados, outro deixa lixo, depois ninguém se aproxima e as pessoas deixam os sacos num monte, depois a recolha é irregular e... E nem é preciso dizer mais nada, não é?
Pois um dos "meus" arrumadores foi capaz de uma atitude de civismo que, provavelmente, nem eu, nem nenhum dos meus vizinhos teria. Podem tirar esse "provavelmente". Ele foi capaz de algo que ninguém, aqui na rua, faria (e nós somos parte interessada, certo?).
Ao olhar para aquela esterqueira que eu e a minha vizinhança de classe média alta avolumáramos no Ecoponto, decidiu pôr mãos à obra e, pensando que ninguém o estava a observar, desatou, espontaneamente, a colocar os sacos dispersos no sítio certo, tentando devolver alguma ordem, no meio do caos. Fica o exemplo.
Chapeau.
Deve ser defeito meu...
mas o discurso do dr. Santana Lopes, a mim, meteu nojo. A todos os níveis. Tanta coisa, tanta coisa, e as "novidades" anunciadas foram a repetição das promessas feitas nos Açores (num comício PSD, repito). Além disso, Bagão Félix, apesar de tudo, inspira-me um pouco mais de confiança que Santana. Se, em relação à redução das taxas do IRS aquele diz que não é possível, e Santana diz o oposto... deve ser da boa coordenação governamental.
E ainda dizem que Santana é um animal de televisão? Pff! A gaguejar, a ler com enfado, usando gestos artificiais e ensaiados... com o olhar a fugir para o lado, sempre que mentia (hão-de reparar que ele olha para o lado, é um tique denunciador). Isto é que é um comunicador? Mil vezes o teleponto!
Mas o que mais me irritou foi a forma como ele explicou, paternalisticamente, que não há nenhuma censura em Portugal, que aqui respiramos liberdade e que isso das crises são manobras de diversão para nos distrairmos da "obra" do governo... logo a seguir dizendo para não darmos ouvidos ao "ruído" O ruído, entenda-se, são todos os que dele discordam, desde Sócrates e o PS, ao BE e ao PCP. Mas estes são suspeitos, não é?
Então e que dizer do "ruído" de Marcelo Rebelo de Sousa? E de Marques Mendes? E de Lobo Xavier? E de Pacheco Pereira? E de Cavaco Silva?
É um ruído ensurdecedor, ou é impressão minha?
Desculpem lá, mas tenho que parar este texto. Para obedecer ao dr Santana, o melhor é mesmo desligar permanentemente os neurónios.
comentário ao comentário
Isto de fazer comentários está, cada vez mais, uma actividade de risco (O Professor Marcelo que o diga). Conhecendo o Grupo Media Capital, os seus meandros e tentáculos como conheço, o desfecho da crise, com a óbvia atitude de censura governamental, não me surpreendeu. Mas é bom que as pessoas se dêm conta do tipo de gente que (não) elegeram para o governo.
Mas este texto não serve para isso. Serve para vos chamar a atenção para mais um "
upgrade" que fiz no
blog. E refiro-me, de facto, aos comentários. Espreitem e comentem.
Mais uma vez, o Samuel dá provas da sua capacidade (quando quiserem fazer alguma coisa nesta área, já sabem a quem podem recorrer para terem um bom trabalho a preços acessíveis). Parabéns, Samuel!
Que pena não ter havido um tremor de terra...
Deu-se o caso raro de ontem, simultaneamente, Portas, Santana e Vitor Cruz se terem encontrado num mega jantar de campanha nos Açores. Santana, que foi ao jantar na condição de líder do PSD, note-se, anunciou ao país a redução de impostos, a manutenção do défice e o aumento dos salários da função pública. É obsceno. Já ninguém liga a isso, mas a verdade é que o Primeiro Ministro não pode, nessa condição, aconselhar o voto no partido A ou B. E também o presidente do PSD não pode anunciar e tirar partido de informações que cabem exclusivamente na sua função de Estado.
Dirão: Formalismos...
E eu respondo: por muito que goste dos Açores (e gosto) a ideia de um tremor de terra localizado exclusivamente no pavilhão onde decorria o repasto pareceu-me sedutora.
Curiosamente, o próprio Vitor Cruz já veio pedir aos líderes continentais para voltarem para casa o mais depressa possível. Percebeu que era má publicidade.
Febre de Sábado à noite
O percurso da primeira semana do Cromo no Porto foi mesmo em escadinha ascendente. O espectáculo de sábado foi, de longe, o melhor e mais bem conseguido, a todos os níveis. Para isso, contribuiu bastante o facto de a casa ter estado praticamente cheia. Além disso, à terceira, tanto eu como a Susana já tínhamos limpo a "ferrugem" típica de quem já não faz um espectáculo há algum tempo e estivemos mais soltos e disponíveis para improvisar.
O Cromo está, também, em evolução, num processo bastante interessante. Se já o era, agora está ainda mais agressivo e provocador (nalguns pontos, a pisar o risco - o que é óptimo). Estamos bastante ansiosos para ver os desenvolvimentos que a próxima semana de representações vai trazer. Entretanto, regressámos a Lisboa e temos algumas tarefas pendentes, mas a regularidade na escrita
cromática vai ser recuperada.
Nota 1: Deverei voltar, em breve, ao "Levanta-te e Ri!" (e tenho que pensar seriamente nos conteúdos que vou usar - uma vez que o espectáculo, agressivo e politizado como está, não seria bem aceite em termos televisivos).
Nota 2: Muita malta do norte ainda não foi ver o Cromo. Sem querer interferir com as vossas agendas, o dia em que me convém mais que possam ir (sobretudo grupos) é a quinta feira.