Então?
Pedi que me dissessem se aquela coisa dos SMS é mesmo a sério, e ninguém me respondeu? Da malta que já experimentou, ninguém quer dizer se aquilo funciona mesmo, ou nem por isso? Estou à espera!
Santana Lopes apareceu a atacar os centros de sondagens. As sondagens são o seu mais recente adversário (ou inimigo? ou moinho de vento?). Vai daí, se os resultados de 20 de Fevereiro não baterem certo com estes números de hoje, ele vai processar (!) as empresas de sondagens.
1. O desespero é uma coisa muito triste;
2. Querer responsabilizar as empresas já seria doido, mas responsabilizá-las hoje pelos resultados de dia 20 é um delírio;
3. Já não tenho prazer em ver o Santana degradar a pouca credibilidade que tinha. Já só tenho pena.
4. Mas acho que até podemos dar razão a Santana, no dia 20. É um favor que lhe podemos mesmo fazer: quem, nas sondagens, respondeu que ia votar PSD, é favor votar noutra coisa qualquer, a ver se a derrota destes tipos é ainda mais histórica;
5. Compreende-se que Santana não confie em sondagens. Compreende-se que diga que as pessoas que as preparam não são sérias nem credíveis, afinal é um meio que ele conhece bem. Sabem quem esteve à frente da empresa de sondagens da Universidade Moderna (antes do processo judicial)? Exacto, o dr. Pedro Santana Lopes.
E sabem quem lhe sucedeu nesse lugar? Exacto, o dr Paulo Portas. E ambos gritam aos quatro ventos que não confiam em sondagens. Pudera! Com esta gente, eu também não.

Nobre Guedes: "Se me perguntarem, digo que não o conheço..."
Hi, I have created an acount...
Que historia é esta, pá?
Nos últimos tempos, ando a receber carradas de e-mails de gente conhecida, que só pode estar bem intencionada ainda por cima, a dizer-me que posso enviar SMS à borla. Apesar de a coisa me ter cheirado a engodo, lá acabei por ir ao site, mas não conclui porra de processo nenhum porque eles estavam a exigir-me muitas informações pessoais. Alguém me sabe dizer se esse esquema é mesmo a sério? E se é legal? Normalmente, ninguém se mete em negócios só para perder dinheiro...
É que já diz o povo, "quando a esmola é grande... o pior cego é aquele que não quer ver".
Onde é que está o Wally?
Um deles é Santana, o outro é Portas. É capaz de adivinhar quem é quem?
Um dia do caraças!
O meu carro foi rebocado pela EMEL. Estava num sítio a pagar e eu não estava a pagar...
Enfim vinte e seis contos, por causa das tosses!
Mas eu nem sou de reclamar nestas coisas, a menos que me pisem os calos. E eles pisaram. Então não é que aqueles cabrões acham que têm o direito de inventar leis?
Por partes:
O meu carro está em nome da minha mulher. Quando foi rebocado e telefonei para a EMEL disseram-me para trazer os meus documentos, os do carro e, claro, o guito.
(Mainada, certo?)
Sem tugir, nem mugir, lá fui ter com os senhores.
Mas não é que, uma vez em lá chegando, me disseram outra coisa? Que precisava de uma carta de autorização da minha mulher, a dizer que eu podia levantar o carro (levantar, salvo seja, que aquilo é pesado)? E mais fotocópia do BI... dela!?
E quando eu pedi para me mostrarem a lei onde essas exigências estavam previstas, disseram que não ma podiam mostrar?! Porquê? Porque não havia lei nenhuma. Aquela exigência estava prevista... num regulamento interno... da EMEL!
Resumindo a sequência de acontecimentos:
1. queixa no livro amarelo;
2. PSP chamada por mim ao local;
3. hora e meia de discussão sobre a legitimidade da EMEL;
4. participação da situação.
5. perdi uma tarde para isto.
Mas deixem-me que vos diga! Reclamem, porra! É por sermos tão pouco conscientes dos nossos direitos que as coisas são como são. O portuguesinho, no dia em que deixar de encarar estes merdas (EMEL e chulos quejandos, Funcionários arrogantes (públicos ou não), Porteiros de discoteca com complexos por resolver, etc..) como se eles tivessem direito de nos humilhar, só porque sim... Nesse dia, as coisas vão mudar! Não podemos é cruzar os braços, não senhor! Sigam o meu exemplo!
Percam uma tarde para nada, só para defender princípios! É uma perda de tempo estúpida. Mas sabe bem. E é terapêutico mandar vir sistemática e longamente com as pessoas, sobretudo se elas forem burras.
Por falar em direitos, não gostariam de poder votar nas eleições americanas? Eu sim. Proponho-vos um exercício virtual: votar nas presidenciais (nas mesmas condições em que a eleição decorreu na Florida). Basta carregar
AQUI
Não se metam com ele, que o tipo é Santana. Não o deixam debater? Não lhe deixam de bater? Não gostam da campanha? Querem mais informação e menos
fait-divers? Não querem vitimização? Não gostam do Calimero? Não entram na foto dos cartazes? Não concordam com as nomeações de última hora? Não gostam dele?
Pff!
Ele também não gosta de vocês! E não se fica! E nunca dorme a sesta! E está sempre, sempre em festa! É daqueles que não presta!
Cuidado, que o homem é perigoso...

"
You talkin´to me?"
Gosto muito do que faço II
Desde o meu último
post, recebi não 10, nem 100, tampouco 1000 (bela expressão esta), mas 4 comentários a exigirem mais informações sobre o próximo espectáculo de teatro em que vou entrar. O público exigiu...
Gosto Muito do que Fazes vai estrear já em finais de Fevereiro (23, 24?), o que está a impor-nos um ritmo de trabalho acelerado, mas estimulante. A estreia vai ser no Auditório Camões, à Estefânia, no recinto do Liceu Camões (não confundir com o Teatro Camões, na Expo). Ainda não há datas marcadas, mas uma digressão nacional é mais que provável.
Sobre a peça: A minha personagem é casada com a personagem da minha mulher. Faço um argumentista frustrado, que já foi
hippie, e que olha a vida com uma boa dose de cinismo (a personagem não tem nada a ver comigo, como podem imaginar...). Não vou falar muito da trama, porque vale a pena serem surpreendidos. Posso apenas revelar que é sobre um casal que descobre, acidentalmente, o que outro casal (os seus melhores amigos) pensa realmente sobre eles. Estou muito entusiasmado, porque o texto é brilhante, cheio de duplos sentidos e ambiguidaddes saborosas de explorar.
Não posso deixar de responder ao simpático comentário do Bastonário (esta frase está cheia de rimas). A pergunta era mais ou menos esta: "Não te faz confusão participar em programas de humor duvidoso?"
Primeiro é preciso perceber a que programas é que a pergunta se refere, porque tanto podemos estar a falar do "Maré Alta" (onde entrei em dois
sketches) como do "Levanta-te e Ri". Quanto ao "Maré Alta", fui numa de experimentar. Ainda não havia programas em exibição, de modo que não tinha referências. Senti-me, confesso, deslocado. E não me revejo nada naquele registo. Mas o que me chateou mais foi não ter estado ao meu melhor, como actor.
Mas penso que o Bastonário estava a falar do "Levanta-te e Ri".
Ia estar a mentir se dissesse que me identificava com muitas das coisas que por lá passam. Não me identifico. Mas também não tenho que me identificar, desde que o meu espaço e o meu registo sejam minimamente respeitados. E foram-no sempre.
Ponham a coisa ao contrário: e se eles, por não se identificarem com o meu registo, não me chamassem? Pois é...
Aliás, essa é a grande piada do "Levanta-te". É o único programa onde artistas tão diferentes como o Nilton, o Ricardo Araújo Pereira, o Aldo Lima, o Marco Horácio, o Rocha, etc.. ou eu próprio, podem coabitar alegremente. É um espaço de Liberdade e respeito recíproco.
Claro que não vou lá à borla, mas o
cachet (que não é nada astronómico) nem é a principal razão. O "Levanta-te" dá é uma grande visibilidade aos artistas e, sobretudo, uma estaleca brutal, especialmente quando apresentamos um registo menos popular e o público pode tornar-se quase hostil.
Quanto ao humor, é óbvio que estamos no reino da subjectividade e as opiniões valem o que valem. Às tantas, isso torna-se secundário e quando estamos nos camarins a ver os colegas fazerem o seu
set queremos todos é que as coisas corram bem. Naquele ambiente de pura adrenalina, torcemos, sofremos e aplaudimos uns pelos outros. O Rocha, por exemplo, que tanta porrada tem levado, é um tipo excepcional. Desde logo porque não pretende ser diferente do que é. E depois porque é de uma generosidade enorme. O "Levanta-te" não pretende educar as massas. Vive da publicidade e a publicidade depende das audiências. Mas justamente por ser um programa de cariz essencialmente popular é que o facto de eles abrirem as portas a outros tipos de humor deve ser valorizado, até porque esse investimento já trouxe frutos: se não fosse pelo "Levanta-te", por exemplo, seria pouco provável que os tipos do Gato Fedorento tivessem alguma vez tido a coragem de experimentar fazer os seus próprios
sketches (e mesmo que a tivessem tido, dificilmente alguma televisão os aceitaria). Outra: se não fosse o "Levanta-te", não existiria
stand up em Portugal (nem da "boa" nem da "má") e os únicos humoristas conhecidos nacionalmente seriam o Herman, o Camilo de Oliveira, o Solnado e o Fernando Mendes. Com todo o respeito que eles merecem, é um horizonte limitado, não?
Já agora, é preciso dizer: a produção do programa é muito profissional e faz as pessoas sentirem-se bem, devidamente apoiadas e respeitadas (coisa rara em televisão).
Resumindo e baralhando: tenho muito orgulho em continuar a ser chamado para lá ir, porque isso significa que o meu trabalho está a ser valorizado (e que as audiências não me rejeitam completamente, apesar de eu falar em temas tão hilariantes e populares como política, racismo, homofobia ou machismo).
A questão pode é ser ainda outra! Será que consigo ser fiel ao meu registo desbragado quando lá estou? Será que é o meu humor que é de gosto duvidoso e pouco inteligente? Aí, têm que ser vocês a dar a resposta.
Já agora, fica a informação.
Dia 14 de Fevereiro, dia dos namorados, vou estar no "Levanta-te". Aparentemente, a experiência do casal resultou e eles querem mais. Machistas de todo o mundo, tremei!
José Sócrates evita problemas, em busca da maioria absoluta.
Gosto muito do que faço
Aqui vai uma informação que eu estava mortinho para vos dar.
Quem faz teatro sabe o enorme prazer que é começar um projecto, sobretudo aqueles em que se acredita piamente.
Quem me conhece sabe que, apesar de me agradar muito a escrita e a
stand up, eu já estava com muitas saudades de fazer teatro como actor.
Algumas pessoas, não muitas, sabem que eu e a Susana sempre quisemos contracenar no mesmo projecto (já o tínhamos feito em televisão, mas não em teatro).
...se possível, com personagens que fossem um casal na ficção (tal como o somos na vida real).
Pois tudo isso, de repente, aconteceu.
Eu e a Susana fomos fazer um
casting para um dos próximos espectáculos da comed´in (organizadora do Festival R!R). Trata-se de uma comédia brilhante, de uma jovem autora francesa chamada
Carole Greep, e que tem como título: "Gosto Muito do que Fazes". O texto é fabuloso, vibrante e cheio de humor. Inteligente como poucos. Ainda para mais, o espectáculo ia (e vai!) ser encenado pelo João
Didelet.
Fizemos o
casting... E fomos seleccionados! Melhor era impossível, não?
Os ensaios já começaram e o ambiente tem sido muito dinâmico e divertido. Nos próximos dias, vou voltar a tratar este tema. Para já, deixo-vos com o cartaz da versão francesa (que foi um sucesso estrondoso: 300 representações e continua...)