
estes tipos metem nojo.
Por que é que eu não consegui bilhetes para os U2?
R: Foste para a bich... fila, às 6 da manhã?
Não fui. E agora não há bilhetinhos para ninguém.
Aconteceu uma coisa bem curiosa. Isto de "gamar" fotos de outros sites tem destas coisas. Num dos posts anteriores, coloquei uma imagem do King Kong a destruir aviõezinhos com a legenda: "O PS promete respeitar as minorias".
Pois o público trocou as imagens (mantendo a morada destas) e agora apareceu-me, com a mesma legenda: uma foto sobre o tratamento da próstata. E um vegetal com um aspecto bastante fálico. Nada melhor para retratar o PS. É genial!
Faltam 6 dias para a estreia de "
Gosto Muito do Que Fazes".
A não perder
A sala principal do Teatro Trindade está a acolher (últimos dias!) um espectáculo notável, com texto de Edward Albee: "Quem tem medo de Virgina Woolf?". O Teatro do Bolhão (malta do nuorte cuarago!) trouxe a Lisboa aquele que é provavelmente o melhor espectáculo do ano, com um elenco excepcional, encabeçado pelo genial António Capelo. Ide ver enquanto dá.
O Auditório Camões não é o Teatro Camões (apesar de muita gente confundir). O Auditório Camões fica no Liceu Camões (perto do Fórum Picoas) e é aí que vai ter lugar "Gosto Muito do que Fazes" onde este vosso amigo entra.
Gosto Muito do Que Fazes estreia a 3 de Março e vai estar em cena de 5ª a Sábado, pelas 21.30 e Domigos à tarde.
Faltam 7 dias.
Todos no mesmo ramo
Estive para falar no Santana Lopes neste
post, mas acabei por preferir falar num palhaço profissional (e muito mais talentoso).
Está em Lisboa, no Auditório Camões, o espectáculo do fabuloso Elliot. É imperdível e só vai estar mais três dias. Repito. É imperdível. Vão e levem amigos.
Malta do Porto: esqueçam o Inter e aproveitem, que ele também vai passar por aí.
GOSTO MUITO DO QUE FAZES estreia no dia 3 de Março.
Faltam 8 dias.
Compreensão lenta
Dizem os amigos que Santana Lopes passou os últimos dois dias a olhar para uma parede e a babar-se, completamente em silêncio, num estado vegetativo. Mas ao fim de dois dias, soltou uma exclamação:
"Espera aí! Estes resultados... querem dizer que eu perdi?!"

E isto explica a demora em tomar uma decisão.
O PCP...

...voltou a andar de cabeça erguida.
O Bloco cresceu

...e foi bonita a festa, pá!
Depois da escalada do edifício do poder...

O PS promete respeitar as minorias.
Até Santana soube sair com dignidade

Depois de meter tanta água, Santana levou a merecida banhada. Mas promete resistir...

...barriguinha cheia...
Podem imaginar que esta noite vou deitar-me com um sorriso nos lábios. Eu e 59% dos eleitores, aliás! Nem nos meus sonhos mais optimistas consegui prever uma derrota tão expressiva do autismo incompetente da direita reaccionária que se tinha instalado no poder. É a primeira vez que um partido de esquerda chega à maioria absoluta. Mais. É a primeira vez na história política portuguesa que um partido obtém a maioria absoluta directamente a partir da oposição. Isso já seria interessante, só por si. Mas nunca um partido o tinha feito sem esvaziar os outros partidos da sua área política, através do voto útil. O BE e o PCP cresceram acima das suas maiores expectativas. A esquerda cresceu. Toda. A direita perdeu. Toda.
O país ficou muito mais respirável.
Agora, isso não deve fazer-nos entrar em euforias bacocas.
Reflexões do Cromo:1. O PS ganhou, mas o PSD também perdeu (muita gente votou sobretudo contra o Santana e o Paulo Portas - o país não "é" assim tanto de esquerda como possa parecer);
2. O PSD não resolveu o seu principal problema, que é de liderança. Vocês sabem que não gosto do PSD, mas acho que o país precisa de um PSD credível. E isso é incompatível com a triste figura do Guerreiro Menino. E muito menos se, como os comentadores da RTP disseram, ele se estiver a abalançar às presidenciais (!);
3. A esquerda de protesto (BE e PCP) cresceu e ainda bem, mas não soube (nem quis) afirmar-se como opção real de governo nestas eleições. Isso teria sido bom, porque o PS não deve ser o único partido de esquerda realista.
4. O PS agora não tem desculpas. OK, ganhou, mas isso não chega. E todos sabemos quais os vícios do poder socialista (algum laxismo, algum compadrio, algum acomodamento). É preciso estarmos vigilantes. E sermos exigentes (já bastou o que tivemos com o anterior governo PSD/CDS);
5. O PS não começou lá muito bem. Vitorino respondeu de forma arrogante aos jornalistas e Sócrates fez um discurso de vitória muito pobrezinho: virado para o partido, sem o elogio aos portugueses que não se abstiveram, sem ideias, sem referência às dificuldades do país, sem dimensão de estado, sem verdadeira humildade. Ele que se prepare, que o "estado de graça" não vai durar muito...
6. Paulo Portas.
(merece um parágrafo)
Paulo Portas decidiu ler os resultados das eleições como uma derrota pessoal. E bem. Mas a sua derrota não foi tão grande que o obrigasse a demitir-se (ao contrário da de Santana, que não teria outra saída, se ele tivesse espinha). Portas saiu. Vai-se embora e, com ele, a sua forma de estar na política.
É um lugar comum, nestas coisas, fazer-se o elogio dos adversários. É o que eu me preparo para fazer nestas linhas. Aqui vai:
Não gosto do Paulo Portas. Não suporto a hipocrisia, o moralismo e o pedantismo de Paulo Portas. Nem os tiques de ditador que o discurso e os gestos dele deixam transbordar. Nem a sua infinita arrogância para com a questão do aborto. Nem os tiques racistas que, volta e meia, ele deixa passar. Nem o facto de ele ser um demagogo. Nem a mania de explorar o voto religioso. Nem as saudades que ele tem do Estado Novo. Em resumo, ele mete-me nojo (estão a gostar dos meus elogios?).
Mas eu tento ser uma pessoa justa. E isso obriga-me a dizer isto:
Sei que Portas é um homem inteligente. Brilhante, até. Sei bem que (à sua maneira) tentou fazer o que achava melhor para o país. Sei que até foi razoavelmente competente como ministro (tirando a vaidade dos submarinos e a perseguição militar ao barco do aborto, mas enfim). Sei que ele sofreu com anos de piadas e insinuações à sua vida privada (inclusive vindas de mim - e pelas quais já me penitenciei parcialmente, aliás) o que não é fácil, para nenhum ser humano, aguentar. Sei que ele defende um espectro político que não é bem visto pela maioria das pessoas. Sei que ele lutou, e muito, por tudo o que conquistou para si e para o seu partido.
E sei que me comoveu ver hoje na TV um homem que sofria e reprimia as lágrimas, num dos dias mais difíceis da sua vida. Não vou dizer que ele devia ter ficado. A decisão foi dele e respeito-a, como é óbvio. Aqui só quero desejar-lhe boa sorte para o futuro.
Em poucas palavras: ainda bem que perdeu, pelo que ele é e pelo que representa. Mas não contem comigo para dançar e rir com a desgraça alheia.
Voltemos à questão de fundo. O Futuro...
Amanhã começa um novo ciclo, de responsabilidade e dificuldades (assim espero) mas também com uma aposta num país diferente, mais social, mais moderno e mais justo.
...e rigoroso...
Se assim não for, contem comigo para lhes dar nas orelhas!
Estado de graça? Não sei o que isso é.

...esperemos que não dê indigestão...
Last minute advice
Há coisas em que sou um pouco obcessivo compulsivo. Votar é uma delas. Faço questão de olhar bem para o boletim e, mesmo depois de identificar o quadradinho em que vou fazer a cruzinha, volto a olhar para o boletim todo. Nesse momento, faço a cruz muito bem desenhadinha (e depois volto a sublinhar a cruz (para me certificar que ficou grossa e geometricamente perfeita). Dobro cuidadosamente o boletim em quatro e encaminho-me para a mesa. Depois, antes de ir deixar o voto na urna, desdobro o boletim para confirmar que votei em quem queria. Volto a dobrar e coloco o boletim na urna. Por incrível que pareça, mesmo depois de todos estes passos de confirmação e reconfirmação, quando estou a ir para casa ainda me pergunto: será que me enganei? votei mesmo no quadradinho certo?
Manias...
Mas é para verem a importância que dou ao ritual do voto. Também sou daquele tipo de pessoas que confirma três vezes se fechou a porta do carro. E a da rua nem se fala! Já para não falar nas tranferências no Multibanco (quero reconfirmar tanta vez que acabo por deixar expirar o tempo) Às vezes sinto-me um pouco
autocontrol freak.
É curiosa a terminologia associada ao voto. A decisão é uma cruz. O papel com a nossa cruz é deixado numa... urna! Um dia hei-de escrever qualquer coisa sobre isto...
A quem ainda não votou:
Se se der o caso de quererem ir votar e descobrirem que não sabem onde deixaram o cartão de eleitor, fiquem sabendo que podem ir à Junta de Freguesia (mesmo hoje) e tirar um cartão de eleitor provisório (basta levar o BI). Não há desculpas. Mas por que é que estão a ler isto? Vão mas é votar!

Votar é como fazer cocó. É um momento solene e de grande intimidade...
...em que só nós sabemos o que vamos fazer
...cujo desfecho contribui para o nosso bem estar
...onde é preciso olhar bem para o papel e fazer as escolhas certas
...em que é importante acertar no sítio certo
...porque é tramado se cai no sítio errado.
...Isto para não se ficar com a sensação que se fez uma cagada.
Finalmente, até nisto as duas coisas são parecidas: é algo que toda a gente faz
(ou pelo menos devia - tenho pena de quem não consegue).
JÁ VOTASTE? ENTÃO DO QUE É QUE ESTÁS À ESPERA?